quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

POPULARIDADE

Eu sempre tive um fraco por filmes teen que falam sobre popularidade.

Na minha época os legais eram "Namorada de aluguel", "Clube dos cinco" e "Garota de Rosa Shocking".

Claro, o motivo é que eu não era nada popular (diferente da comadre Dani, que era da turma do barulho). Eu era nerd, geek, aérea, sentimentalóide, não sabia me arrumar e na verdade era muito adulta pra um adolescente. Um peixe fora d'água.

Era daquelas que eram zoadas de todas as maneiras (e ou não percebia, ou não revidava), a última a ter namorado, a última virgem, a que tinha amigos... esquisitos (tanto quanto eu! rsrs). Acho que já contei essas coisas aqui. Eu era apaixonada por um amigo, que namorava uma amiga, e tinha de aturar calada, assistir (hummmm, de repente me ocorreu que a irmã desse amigo lê meu blog, mas, ok, acho que não vai ficar constrangedor, uma vez que isso faz séculos, eu superei completamente, e ele sabia. E era educado pra fingir que não sabia).

Isso tudo gerou em mim uma necessidade de agradar, de ser gostada enorme. Então, o que eu fiz? Me meti num relacionamento desastroso (só porque o menino era o mais lindo do mundo, e eu queria me exibir. Claro, gostei dele, mas não conseguia desapegar mesmo sabendo que não daria, só por causa do status), e passei anos fazendo tudo em função dos outros. E sendo educada. Sendo educada. Sendo educada.

Pirei, óbvio, e só uns bons anos de terapia me colocaram nos "eixos" (ok, pode tirar sarro de mim agora. Normal eu nunca vou ser mesmo). Aprendi a dizer não. Aprendi a ser egoísta (e, acredite, isso não é uma coisa ruim), aprendi a ter segurança.

O fato de ter envelhecido "graciosamente" (melhorei muito! rrs), digamos assim, também ajudou, lógico. Sou casada com uma pessoa que me olha com olho brilhando todo dia, que me diz que sou linda e maravilhosa sempre (quase sempre, rsrsrs, afinal, são 12 anos) e isso me faz mais segura tb. Mas nem precisava. Eu domei meu ego. Eu me gosto muitíssimo. E aprender o que fica bem em mim só ajudou. Tenho minhas inseguranças, como qq pessoa normal, mas nada sério.

Passei algum tempo curtindo uma desforra, encontrando ex-amigos de escola, só pra ver se estava melhor do que eles, e ficava radiante cada vez que descobria que um tinha embarangado, outro tinha engordado, outro estava descasado pela terceira vez. As meninas que eram as gostosonas, as lindas, então, foi uma maravilha me sentir mais bonita e cuidada do que elas! (não me julga, vai. Eu sou só humana, nunca pretendi passar por santa). Infantil, eu sei. Tive meu momento de "viu? me desprezou...." . Mas como isso parece uma canção barata da Kelly Key, passou tb.

Hoje, gosto de atenção, claro (já me acusaram disso uma vez, hahaha), mas se as pessoas gostam de mim ou não, é uma coisa que consigo controlar melhor. Tem menos importância.

Estou contando essa estória toda para quê? É que eu sempre quis saber o que realmente faz de uma pessoa popular?

O que faz uma pessoa melhor do que a outra? Mais importante? Invejada? O que faz com que todos queiram ser... ela??

Daí tem uma frase muito boa, nesse filme da Drew Barrymore "Nunca fui beijada", que é o irmão dela no filme quem fala: "pra vc ser popular basta que uma pessoa te ache legal. Basta que a pessoa certa te admire". E é verdade!

Por exemplo, se a Glorinha Kalil desse uma entrevista dizendo que EU sou a inspiração dela, todo mundo não ía começar a achar que eu sou o máximo???? rsrsrs

Mas não é só isso! Por que, como aconteceu com a mesma Glória Kalil? Foi só alguém também famoso gostar dela?

Eu acho que tem a ver com segurança. Já reparou como no meio da moda é assim???? Isso me irrita um pouco, às vezes - um babando o ovo do outro. Fulano e sicrano são INTOCÁVEIS, ninguém pode levantar um dedo de dúvida em relação a eles. Humpf! Tudo que eles falam é lei! E ficam todos competindo pra ver quem é mais bacana, hahahaha.

Bom, esse negócio todo para dizer: acho que as pessoas têm SEMPRE que pensar com a própria cabeça. Ter segurança. Ouvir o que os outros falam (sobre beleza e moda, e tudo de uma forma geral) com certo distanciamento.
E é a segurança que deve fazer a diferença entre um SEGUIDOR e um SEGUIDO. E ter muito discernimento pra filtrar bobagens.

Mas não pode ser só isso. Acho que pode ter a ver com o estilo de vida que os outros gostariam de levar também, não sei.

O que vc acha?

21 comentários:

Lisette Campos disse...

Oi Elise
Eu sempre leio seu blog e toda vez penso que o seu é diferente dos milhares de blogs q hj estão sendo criados por vc ser sincera e não " babar o ovo" de ninguém. Eu amei seu post, pq mostra como ninguém é perfeito, mas como cada um tem que fazer o melhor q pode....não aguento mais tanta bajulação e a falta de pessoas autênticas e q saibam escrever bem q nem vc...parabéns!
bjos

Priscila M.R. disse...

Sabe
achei mto legal da sua parte vc contar de novo como foi sua adolescencia, bem parecida com a minha. Engraçado que a minha terminou há pouco tempo (ainda não sou mulher... sou uma pós-adolescente rs). É óbvio que tem coisa que vc posta que eu nao dou muita bola (os mil e um cremes e algumas coisas de moda, principalmente as caras hehe) mas de verdade, eu te acho exemplar por tudo oq vc diz que se tornou. Alguem que aprendeu a se amar e ser feliz, sem precisar amar a todos. Eu acho que é por isso que você conseguiu ser tão amada na vida pessoal: você se amou primeiro. E isso eu quero copiar hehe... mas fazendo as minhas modificações. um beijo e NÃO TOME COMO BABAÇÃO DE OVO VIU...
realmente adoro seu blog

Elise disse...

Lisette, obrigada. Acho essa sua frase "cada um tem que fazer o melhor q pode", sensacional, pq é exatamente o que eu acho!

Não sei se é o dia, TPMico, mas é que eu fico tão cheia de só ler o tempo todo que tudo é lindo, e que todos os produtos/coisas/modas/pessoas são o máximo...

Pri, eu SEI que vc não está babando ovo, e toda a vez que eu leio seu blog eu me identifico tanto... eu lembro tanto como essa fase de auto-descoberta depois da adolescência é penosa...
Pelo menos posso te consolar: passa, hehe.

Beijas

Ruby Tuesday disse...

Adorei esse post! Dei muita risada.
Eu tbm era geek e vítima de bullying (embora não soubesse que o nome é esse).
E melhor ainda: casei com o cara por quem eu era apaixonada aos 16 anos e não me dava bola!! hahahahaha
Meu irmão sempre fala isso, que todas as pessoas populares, que ficavam tirando onda com a nossa cara naquela época, hoje são todos uns losers. E eu estou super bem na minha profissão, casada, viajada, super fashion.

Monica Vieira disse...

Putz Elise, me identifiquei total!!!

Na minha adolescência eu não era a esquisita e sim a metida. Aff...

Ouvi a vida inteira que antes de me conhecerem me achavam tããão metida , mas depois viam que não era nada disso e tals. Nunca entendi, nem nunca me explicaram o motivo e isso ficou tão marcado em mim que até hoje tenho dificuldades de fazer novas amizades, fico logo pensando se vão gostar de mim, me “aprovar”, entende? Sair com o marido para festas de amigos desconhecidos é um martírio só. Preciso de análise, eu sei, eu sei, eu sei.

Segurança é o segredo com certeza. É o que também diferencia um líder de um simples chefe. Imagino quantos líderes estão rebolando para manterem suas equipes motivadas nesse período de crise mundial, enquanto que os “chefes” estão preocupados apenas com o seu contra-cheque no fim do mês.

E quanto a popularidade, ela só se sustenta se o dito popular for bom caráter e autêntico, senão...

Beijô,
Monica

Titi disse...

Elise seu post de hoje valeu o meu dia.As recordações afloraram e me lembrei de quem já fui e quem sou hoje.
Vou fazer um post sobre esse assunto lá no Minha Vida....
Valeu!!!
Bjcas.

Dani Claudino disse...

Caralho, eu não era popular!!!! Eu andava com os populares. É beeeeeeeeeeeem diferente! Fora que por causa disso fui alvo de diversas brincadeirinhas sem graça adolescente pq tinha (tenho) cabelo cacheado, pq era (sou) gorducha...mas sim, todo mundo conhecia a tal da Danielle Claudino. Mas isso nem era lá essas coisas de mais legal do mundo pq só sabiam que a Danielle Claudino era aquela gordinha de cabelo enrolado (visão do inferno) que andava coma fulana e a beltrana e conhecia metade do colégio. Mas eu tinha lá o meu valor! hahahahahaha Vc sabe, sempre transitei em TODOS os grupos da sala e acho que é por isso que vc diz que eu era popular...sei lá...não me lembro de ter pensando nisso...hahahaha
beijo

Dani Claudino disse...

comi uma parte do post...
transitava pelos griupos da sala pq era legal, amiga e todo aquele blablabla que vc tá careca de conhecer. Senão nada disso aconteceria...

banana disse...

Eu acho que titia Elise é pop! Hahahaha! Concordo em gênero, número e grau, e bom... eu era igualzinha a você, e já começo a vivenciar melhoras claras na minha frente... então, acho que tenho jeito, né?
Normal a gente nunca vai ser mesmo, mas, tá bom assim!
E Elise: obrigada pelo post dos cabelos! (Não sei se vc viu o comment lá no post) Depois te conto os resultados ;)
Beijosss!

Natie disse...

Acho que ouvir os outros é importante, mas não devemos nos influenciar de maneira tal a seguir ninguém. E concordo com você, é a segurança de asumir suas opiniões e quem você é. É ser autêntico que faz a diferença. É ser você indenpendente do que os outros vão pensar.

Ice Ice Baby disse...

eu NUNCA fui a popular..nunca fiz questão de ser tb..diz mamãe q isso é negação e fuga..mãe psicologa é trevas..mas enfim...eu era rebelde, curtia rock pesado e queria mais é ver as patricinhas se estabacarem no chão..sim, eu sou malvada e vingativa..

a minha insegurança fez a minha segurança...entendeu? foi criando uma barreira de "nada me alcança" q eu passei a ser independente e cagar pra opinião alheia...


fiz algum sentido?!

Anônimo disse...

Coincidencia, a pessoa com quem voce e casada me olha com olho brilhando todo dia, que me diz que sou linda e maravilhosa sempre! he he he
Acorda gordinha esquisita.

Maridão "sem vergonha" disse...

Estou me sentindo marido de celebridade! Difamado pela imprensa marrom. heheeh.

Pelo menos você é gostosa??

Rosangela disse...

Me identifiquei total com o seu post. Também não era nem um pouco popular, era a cdf da turma, aí já viu, né? Assim como você, fiquei com alguns traumas da época, mas graças a Deus a gente cresce, muda a cabeça e vê que tem coisas mais importantes para se dar valor do que a opinião alheia sobre nós.
Ah, e ver que os "bam bam bans" de antigamente hoje estão "embarangados" ou, no minimo, menos felizes que a gente, NÃO TEM PREÇO.
(Pode ser egoísta, mas é verdade)

Maela disse...

Sobre o manual do cafajeste :
Não curti, de verdd, achei mais um babaca, tipo Dr Troy do NIP TUCK, mas sem ter o glamour dele ( nem a beleza né Cherrie, pq sou de Santos e posso te dizer que aqui faltam homens ), na verdd, por ser Santos que eu digo, os homens daqui tem uma extrema falta de comprometimento, chegam aos 35 anos morando na casa da mamis, sem carreira definida e comendo mulerzinhas. Nenhum lê ( blog talvez ou livro da moda - Código da Vinci ) e os bons vão embora, trampar em Sampa, já que aqui não tem empresas grandes, só turismo. Pronto, falei, aliás eu e a TPM.
Bjus

Dani Claudino disse...

huahuahuahuahauhauhauahuahuahauhauhauhauhauahuahua gordinha esquisita é muito bom! Ai, Dirlise, definitivamente vc é uma celebridade do mundo blogueiro!!! huahuahuauahauhauhau Aí, B, te entregaram, hein?!
beijos duplos

Renata disse...

Eu acho que não importa quanto tempo demore, o importante é que a gente encontre o nosso equilíbrio, não é mesmo? E hoje está vc aí, um mulherão que sabe como é ser mãe, mulher, profissional, blogueira, tudo ao mesmo tempo e ainda encontrar tempo pra ser fashion, antenada, vaidosa e linda!!
beijo grande

* sério, não sei como vc tem paciência com esses anônimos...bota aí aprovação dos comentários e pronto! afe, que preguiça!

Anônimo disse...

B. Eu estou rolando de rir! Desculpe... Sei q nao deveria, mas
foi muito engraçado...rs
A proposito, voce sabe bem o quanto eu sou gostosa!

Garanhão disse...

Deu móle! Se entregou me chamando de B. Só nossos amigos em comum me chamam assim.
Ou vc é uma amiga nossa (e isso te rebaixa a um nível realmente ridículo por tomar esse tipo de postura) ou está pesquisando bem os posts passados.

E tomara que seja realmente gostosa, porque inteligente já ví que não é!

Beijos com olhos "brilhando". ;)

Carolina disse...

Nossa, agora me identifiquei de vez.
Sempre pensei pq eu era popular na minha cidade natal, e depois qdo mudei de cidade, aos 13 anos eu era a última a ser chamada pra qualquer coisa?
Eu pensei durante muito tempo que era pq eu nasci no meio daquelas pessoas então sabia ser como elas. Mas não é nada disso (eu acho). Tem mais a ver com isso que vc disse no finalzinho, sobre ter algo que as pessoas querem ter. Sabe, ser popular é meio como ser invejada, nas escolas onde as crianças são mais cruéis.
A primeira postagem do meu blog é sobre isso.
Depois, qdo mudei novamente de escola voltei a ser a mais popular. Não era a mais bonita, nem a mais rica, nem nada. Resolvi ser espontânea e perder a timidez, sabe, comecei a ‘jogar o jogo”, no bom sentido.
E outra coisa, qdo somos adultos, isso muda muito. Pq se qdo somos crianças sermos invejados faz com que todo mundo goste da gente e nos bajulem, qdo adultos, como na faculdade, faz com que todos se afastem e queiram seu mal.

Ah, chega, já escrevi demais. Esse assunto me empolga!
Preciso escrever sobre isso outra vez!
Vou colocar na minha lista “to do”.
Bjos

GabiBi disse...

Nossa esse post eh a minha cara!

Eu passei por uma situação um pouco diferente: quando era criança era das mais populares do colegio.

Ai mudei de colegio. Tudo começou bem, dois dos meninos populares gostavam de mim e comecei a fazer muitas amizades entre os meninos.

Depois veio a bomba: descobriram q eu era a maior fã de rock, especialmente ozzy osbourne e guns n' roses.

Ninguem gostava disso. Fui quase que imediatamente excluida e começou o inferno.

Fui zoada boa parte da adolescencia e foi um inferno.

Depois mudei de colegio de novo e fui mais pop outra vez.

Nunca zoei ninguem e sempre tratei todo mundo com toda a bondade do mundo. Ao ser "rebaixada" me senti um lixo e tive inumeros problemas com a minha auto-estima.

Era sempre uma das primeiras em tudo: a primeira a "virar mocinha" das menininhas do colegio, das primeiras a perder a virgindade, das primeiras a arrumar um namorado
(do mesmo colegio, alguns anos mais velho) sempre legal, simpatica. Nao entendia pq me tratavam tão mal por eu gostar de uma coisa diferente.

Opa, desculpa, comentario gigante xD


enfim, gostei do blog, visitarei sempre.