quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

AINDA BEM QUE NÃO SOU SÓ EU...


Acabei de receber um email do queridíssimo amigo Yann, e fiquei muito aliviada.

É que o texto é do Lula Viera, um publicitário que admiro muito, e fala sobre os preconceitos.
E eu sou uma pessoa cheia de pré-conceitos. Nenhum sério, thanks God, nada contra nenhuma "minoria", escolha sexual, cor, raça, religião...

Mas eu sou capaz de odiar profundamente, de cara, uma pessoa se ela me chamar de colega, e coisas assim.
Que bom que pelo texto a gente percebe que, primeiro não sou só eu, segundo que algumas ações são indicadores CERTOS de gente chata, rsrsrs.

Vale ler:

"Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato.

Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.

Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa "agregar valor".

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr", me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.

Sei que estou ficando ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva".

Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.

Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluídos me lembra putaria.

E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"? "
Lula Vieira - publicitário

10 comentários:

Ice Ice Baby disse...

"um beijo no coração"?!? hahaha
depois ainda reclamam...

sou mais o "bjnabundameliga" de uma amiga minha.

chuchu? q tem de bom no RJ nessa época tosca de "olha a cabeleira do zezé, será que ele é..."?
let me know!

bjs chuchu

Andréa Ramos disse...

O cara é ótimo!!!kkk
Hummm,eu tbm ando cheia de pré-conceitos e numa onda de tolerância zero terrível.
Difícil é atender o telefone,a irmã do marido está do outro lado,aí eu ouço a frase:
Oi flor!!!!!Tá boa,perua????
Eu sinto um sopro de dor no meu coração.É f...........
Bjs

Dani Claudino disse...

huahauhauhauahuahuahauhauha muito bom!!!!
Um beijo no seu coração,
Dani
huahuahuahuaua

KRIKA disse...

Que maneiro! Meu querido maridão contribuindo para o sucesso do Salada! Cara, o texto é ótimo e, assim como a Andréia, tb lembrei logo da minha cunhada "NATUREBA" mala. Tenho pré-conceitos sim, mas normalmente dou uma segunda chance pra pessoa... rs...

Bjs

Renata disse...

Ameeeeeeeeeei!!!!

MLR disse...

Ameiiiiiiiii...
O sol abriuuuuuu ahhhhhhhhhhhh... Felicidade é pouca né hehehehe

Daniely Novo Kamaroff disse...

ahahahahah, tem coisa mais mala do que gente que faz reunião para montar cardápio de viagem de carnaval???? ahahahahahahahahahahahahahahahahah, Brincadeira meninas...
Perfeito esse texto!!!!
P.S. Elise, pior do que chamar de "Colega" é chamar de "coisinha"...AI!!!!!

Cinthya Rachel disse...

hohohooho! um beijo enorme no seu coração!

Renata R. disse...

hahahaha. Tô ranzinza igual a ele.

Beijo no coração não dá pra engolir. Mas o pior de tudo são as aspas com os dedos. Nojo.

Cinara disse...

"Ótemo" este texto! Concordo com tudo! E ainda morri de rir porque também tenho uma cunhada natureba, igualzinho à Krika aqui em cima!
Eu estava mesmo precisando dar umas boas risadas nesta terça-feira de carnaval, amiga... Vim ao lugar certo! ;o)
Beijocas!