terça-feira, 14 de julho de 2009

I'M BACK (OU "A SAGA NO HOSPITAL")


Hi, chéries!!

Senti muita, muita saudade. Miss me???

Bom, não vou ficar resmungando feito uma véia, sobre como ando estafada, cheia de trampo, sem tempo, blábláblá - mas para coroar tudo, a Memée ficou doentinha.

Eu estou com aquele "resto de gripe", sabe como é? Vc já não está gripada, está bem, mas continua com aquela tosse de cachorro que vem lááááá do fundo??

Daí, que depois de passar o finde caidinha, Memée fez febre ontem, e ficou malzinha. Fomos ao médico; mais especificamente à emergência pediátrica do hospital RioMar (pra quem é do Rio). Vale aqui uma explicação: por que não ligar para a pediatra dela? Ora, veja bem. Eu sabia que não era nada muito sério, nada que um plantonista não desse conta. E precisava de alguém pra olhar a garganta dela (coisa que o pediatra, por tel, não poderia). Sem falar que ela é muito saudável, e só vai à pediatra para a revisão, 1 vez por ano. Achei meio abuso ligar pra mulher, que nem deve lembrar direito dela. Enfim.

DAÍ COMEÇOU O "FURDUNÇU".

O hospital estava cheio. Lotado. Criança saindo pelo ladrão.
Sentamos na maior das boas vontades. Daí há pouco, uma mãe vem lá de dentro e começa a BERRAR, que ela sabia que tinham passado dois casos de gripe suína pelo hospital, e que os médicos se recusavam a dar a máscara para ela!! E se TODOS FÔSSEMOS INFECTADOS, que ela estava se justificando.

20 minutos depois, ela começa a gritar novamente, que iria tirar o FILHO DELA À FORÇA de lá, e que os médicos não divulgavam que tinha gripe lá... olha, um BARRACO!

Um monte de mães se levantou e foi embora, com medo (!). Tinha que ver, parecia que estavam falando do EBOLA, e não da PORRA DA GRIPE, QUE MATA MENOS DE 1% DOS CASOS!!!!! (O-D-E-I-O GENTE IGNORANTE!!! ODEIO A MÍDIA PELO PÂNICO QUE ESTÁ CRIANDO!!)

Sei que a dondoca (era uma dondoca estúpida, via-se logo) começou um bate boca com a médica (coitada, dava pra ver que estava muito cansada e estressada), e quase que as duas se embolam! Estava vendo a hora que a médica ía pedir ao segurança pra tirar a mulher de lá!

Ela exigia uma declaração de liberação do menino, ou sei lá o quê, e a médica, depois de muito afrontada, lembrou à mãe que passara BOA PARTE do seu plantão preocupada com o filho dela, e que ela estava sendo grosseira, e criando pânico à toa, já que tinham passado duas crianças com SUSPEITA de gripe A, muito rapidamente por lá, e que tinham sido encaminhadas pra hospitais específicos.

Bom, sei que quando o médico nos chamou, eu estava super compadecida deles, de terem de aturar esse povo. Estava mesmo.

Mas daí o médico fez uma TREMENDA CAGADA.

Se ele estava estressado, eu super entendia, mas eu não tinha nada a ver com isso, e se tem uma coisa que eu não SUPORTO é médico me tratar feito RETARDADA.

Eu não sou nenhuma imbecil, tenho médicos na família, e inclusive faço traduções médicas. E não tenho o menor saco de aturar MEDICOZINHO RECÉM-FORMADO, com, sei lá, uns 15 anos de idade, dando ataque de perereca! Me desculpem os bons médicos que lerem isso, mas médico com COMPLEXO DE DEUS, se achando o ser mais sapiente da Terra, achando que estudou mais que todo mundo, não dá!

Cada um com seu cada qual, com seu estudo e profissão. Eu não vou ficar falando com ninguém como se fosse um deficiente mental, só pq a pessoa não sabe o que significa PRE-ALLOCATED ORTHOGONAL SUB-CARRIERS, ou coisa assim, pq ninguém que não seja da minha área é obrigado!

Sabe aqueles discursinhos de médico sem paciência: "mãe (odeio que me chamem assim), tem que dar o antibiótico 10 dias, sem falhar, não pode esquecer (quase mandei ele enfiar o dedo no rabo e girar). E não pode trocar a receita por genérico; eu SOU Médico, e se está escrito AMOXIL, não é pra trocar por AMOXICILINA, entendeu????

Depois - ela teve diarréia?
- Não, diarréia não, mas ela foi bastante ao banheiro...
- Ir bastante ao banheiro não é diarréia. Não foi isso que eu perguntei. PERGUNTEI SE ELA TEVE DIARRÉIA!

Precisa falar assim? Como se eu fosse uma imbecil????????? Eu sei que não é diarréia, CARALHO, mas acrescentei a informação, pq não sei o que pode ser importante pro diagnóstico dele!

Eu bem tentei dar um desconto, mesmo quando ele foi grosseiro, e entubei quando ele me explicou como tratar amidalite como se eu fosse uma semi-analfabeta.
Até porque o B foi fazendo uma cara tão feia pra ele, que no fim ele afinou, e começou a se emendar.

Mas, se ele atendeu um monte de bestas, PROBLEMA DELE, não sou eu quem vai pagar por isso!

E eu caí na asneira de PERGUNTAR sobre o diabo da gripe A (só perguntar, óbvio que eu sabia que não era o caso da Memée), e ele me entregou uma folha com os hospitais recomendados, dando um ataque grosseiro de que não podia fazer nada, que não era infectologista, e que eles não faziam o teste lá...

Bom, se eu tinha empatia por eles quando entrei lá, perdi logo em seguida.

Acho que a mídia está fazendo um caos, divulgando com sensacionalismo cada morte da porra da gripe (sem ressaltar que as vítimas eram IMUNODEPRIMIDAS, ou muito idosas, ou já com a saúde debilitada), e acho que isso está transtornando os médicos.

Mas acho também que as nossas faculdades andam formando GRANDES EGOS, que erram por excesso de auto-confiança, que pegam muito plantões até a exaustão, e empregam recém-formados, que embora possam ser brilhantes, carecem de experiência e tato com o público.

Hoje há mais médicos que se entregam à profissão pelo salário, status, ou amor à ciência do que REAL INTERESSE NO SER HUMANO. Ora, vá ser cientista, meu caro!

Não consigo entender médicos que não tem paciência com pessoas!! Que não querem lidar com o público, que tratam as pessoas como "casos" a serem resolvidos, sem se preocupar com a fato de que um ser humano doente está numa situação frágil, sensível, com medo, estressado, com dor...

Enfim. Assistam mais Patch Adams, doutores, e parem de tanta empáfia!

23 comentários:

Cinthya Rachel disse...

eu falo a mesma coisa, nao gosta de gente vai fazer pesquisa científica. creio q muitos médicos se formem pq mamae e papai mandaram, e naa por amor ou vocação...

Renata disse...

Claroooo que sentimos sua falta! E concordo sim com você e é exatamente por isso que eu detesto ir a pronto-socorro. Sempre um plantonista recém formado de má vontade que atende a gente!!!
E a pequena já está melhor?? Espero que sim!!
beijinhos, Re

Luciana disse...

Errem o diagnóstico, mas não errem o social!!!
Já passei por algo parecido, qdo meu filho do meio tinha 18 meses e meu caçula com 7 dias. Fomos ao Rio para o bebe nascer(sim todos meus filhos são cariocas, rs)e o do meio apareceu com umas bolinhas de coceira. Levei ao pronto socorro no Centro Pediátrico da Lagoa, a medica nem tocou nele,tiramos a roupa dele e ela olhou sem nem por a mão!!! Só falou para não me preocupar, não era contagioso, devia ser emocional por causa do bebe q tinha acabado de nascer. Passou um antialergico. A consulta não levou 5 min, e não estou exagerando. Saí de lá com a sensação de q a medica não sabia o q estva fazendo. E me sentindo gado. No dia seguinte voltei pra São Paulo e as bolinhas haviam aumentado pra caramba, pegando todo braço, perninha e as bochechas. Levei ao pronto socorro daqui: o medico olhou e na hora pediu pra meu marido levar o bebe da sala e não deixar chegar perto do meu filho doente, pq era sarna e altamente contagioso. Se a anta q se achou Deus na primeira consulta tivesse gastado algum tempo, teria evitado chegar ao estado q o menino ficou e o risco de passar para o outro q era rescem nascido. Mas eles acabam pegando plantões e plantões a atendem aos pacientes como se fossem gado.

karla dani disse...

elise, n acredito q tu n falou nada, tou com raiva so de ler!!!!!!

=*

Juliana disse...

Odeio médico que se acha Deus.

Tempos atrás peguei uma briga com um estudantezinho de medicina numa comunidade que achou ruim gente que vai com dor de barriga, pressão baixa, gripe forte e mimimi no hospital!

Sorry, mas eles são pagos pra isso, se não querem atender esse tipo de ocorrência que se especializem em outra coisa; mas esquanto precisarem atender esse tipod e caso que atendam e cumpram muito bem o seu papel!!!
Pode ser só uma dor de barriga? Pode! Mas e se for sintoma de alguma doença grave?

Por essas e outras que tanta gente se auto-medica (vai hífen ainda?).

marta disse...

Oi Elise, td bem? Existe um spray para garganta muito bom chamado LOCABIOTAL.
Lembra do LOCABIOZOL? Um spray vermelho? Não é aquele, não. É um outro, novo, nova versão. Sai um vapor, não suja e não tem gosto de nada. Bjs, Marta

Natália Pereira disse...

Querida Elise, absurdamente concordo c vc!!Aptidão para a profissão devia ser pré-requisito em vestuibular!!
bjooo

Ruiva disse...

Eh.. te entendo. A emergencia do hospital aqui perto de casa so tem medico novato. Fico verde com isso.
E o ego dessa gente....... estive numa formatura de medicina esse findi.. Gzus, me abana! Acho que estava no Olimpo, pq todos se achavam deuses.
(perdao pela falta de acentos. nao sei o que deu nesse teclado miseravel!)

Silvia Maria disse...

PQP!!!! Ninguém merece isso... ele disse "Eu sou médico"? Mas que sujeito brilhante! Hospital... um cara te atende... que sujeitinho mais nojento.
Aff, não vi e não gostei!

Daniely Novo Kamaroff disse...

EU COM CINCO MINUTOS TINHA MANDADO O MÉDICO PARA P.Q.P...É POR CAUSA DE MÉDICOS ASSIM QUE MEU MARIDO ESTÁ CHEIO DE TRABALHO, MAS É MEIO APAVORANTE VER AS PESSOAS AS QUAIS ENTREGAMOS NOSSAS VIDAS...
BJKS E MELHORAS FILÉ!

Cele disse...

Eita! maridón tb é médico! E ele conta cada coisa dos plantões da vida que tendo a me compadecer mais da classe que dos pacientes! Sério, se você tivesse dado um toque, talvez ele (o médico) entendesse que você não é do mesmo tipo das antas que ele tá acostumado a atender...

Thayse disse...

Realmente, concordo com o comentário acima (Cele). Pra falar mal dos médicos aparece horrores de gente, agora deus o livre falar mal de um paciente. Se você soubesse o que é fazer plantão na emergência com erteza não estaria falando esses absurdos. O médico passa 24 horas ininterruptas atendendo dezenas de pacientes, às vezes sem ter tempo nem de comer ou ir ao banheiro, tendo que explicar as coisas para pessoas que são pobres, semi-alfabetizadas, com dificuldades de compreeensão, da maneira mais simples e mastigada que podem (a maioria dos pacientes de emergência são assim), tendo que trabalhar com algo tão importante quanto a vida humana, sem ter chance de errar, sem o direito de estar cansado, aguentando desrespeito de pacientes e familiares. Às vezes ele acaba descontando no paciente a
exaustão física e mental em que ele se encontra. Afinal ele também é um ser humano, que se cansa, que se irrita, que se frustra, como todo mundo. E não é que o hospital "contrata recém-formado", ele é um médico residente, está se especializando em serviço. Qual o problema de ele ser jovem? Ou de aparentar ser mais jovem do que realmente é? Não tem direito a trabalhar por causa disso? Você quando era recém formada também queria começar a trabalhar. A seleção para residência médica é extremamente competitiva, se ele está ali é por total merecimento. Se o paciente não quer ser atendido por um médico residente, ou por um médico cansado do plantão, é só não procurar um hospital de ensino. Não dá pra tomar todos os médicos por uma situação isolada.
Sou médica e fico indignada com os absurdos que as pessoas falam sobre assuntos que não conhecem.

Daniely Novo Kamaroff disse...

Li o comentário acima filé, e entendo essa indignação da classe médica. O meu marido é advogado DE MÉDICO, SÓ ADVOGA PARA MÉDICO, e vejo a QUANTIDADE DE BESTEIRA QUE MUITOS MÉDICOS FAZEM por não terem muitas vezes conhecimentos básicos do código de ética de medicina. É CLARO QUE NÃO PODEMOS GENERALIZAR! TEM PROFISSIONAL RUIM EM QUALQUER ÁREA!! PRINCIPALMENTE NA MINHA!!!
Mas acho eu que esse post foi para ressaltar uma situação de um profissional que não agiu da forma como deveria agir.
Se tá cansado, FAÇA MENOS PLANTÕES!
Se tá mal-humorado por que ganha pouco, PROCURA-SE OUTRA ÁREA DE TRABALHO
Se é recém-formado, PROCURE UM HOSPITAL ESCOLA E ATUE DENTRO DA MAIOR HUMILDADE POSSÍVEL, POIS É UM APRENDIZ!
DETALHE: RIO MAR NÃO HOSPITAL ESCOLA, MINHA AMIGA (DESCULPE CHAMÁ-LA ASSIM) THAYSE. Então, por conta da responsabilidade civil do próprio hospital, eles devem ter muito cuidado com os profissionais que colocam para trabalhar.
Sei bem como é a rotina médica.É desgastante e, muitas vezes transforma o médico num autômato, só que não podemos esquecer de que estão lidando com PESSOAS altamente vulneráveis que entregam suas vidas em suas mãos, então, a despeito de cansaço, mal-humor, baixos salários, o médico tem que estar acima disso tudo. OSSOS DO OFÍCIO!
Acho que a culpa é do boom de faculdades abrindo em qualquer esquina que despejam profissionais que na verdade não estão preparados para exercer essa digna profissão que é a medicina.
Se não tomarem cuidado, e verificarem que novos tempos estão aí, e QUE PACIENTE NÃO É MAIS PACIENTE E SIM CONSUMIDOR, vão enfrentar muitos problemas se não mudarem suas condutas.
Filé, perdoe-me pelo mega-comentário, mas sabe que essa área incide muito lá em casa e me senti na obrigação de informar.
Thayse, entendo sua indignação, mas o post NÃO FOI PARA VC, e sim para O INCOMPETENTE E DESPREPARADO médico que atendeu a criança.
Não fique aborrecida.
Bjks

Sweet Carola disse...

Concordo com você Elise!
Se ele estava cansado e estrassado seja lá o fosse, que descontasse na mulher dele quando chegasse em casa!
Você não merecia tanta estupidez!!!
Acho que os médicos de hoje pensam que tem o rei na barriga!
Quando o SUPER EGO enra em cena, é barra!
Ele merecia uma resposta tua bem abusada, daquelas que eu fico vibrando aqui só de ler!
Mas acho que nesse dia você estava mais preocupada com a Memé!
beijinhos e melhoras para linda!

Elise disse...

Thayse, não me leve a mal. Releia o post, e vc vai ver que todo o tempo eu estava dando razão aos médicos, e com muita pena de terem de pagar o pato do pânico que a mídia está criando!

Eu tenho vários amigos médicos (bons médicos, por sinal), e sei o que eles sofrem com pacientes imbecis (como a mãe que não parava de gritar na emergência). Mas, realmente, são ossos do ofício. Mas um médico não pode se colocar num pedestal e maltratar pacientes; tem de saber separar as coisas.

Eu inclusive prefiro médicos mais jovens, que estão com tudo fresco na cabeça, se atualizando, do que médicos obsoletos, que não se reciclam.

Mas médicos jovens, por mais brilhantes que sejam, ainda precisam de experiência no lidar com o ser humano. Empatia. É fato. Então tem de praticar a humildade.

Posso até citar o caso de uma amigona minha que lê o blog, e que é pediatra neo-natal (tem hífen?). Ela sempre foi uma excelente médica; no meu entender, uma verdadeira referência. Mas depois de virar mãe, me parece que olha os pacientes e suas dores (dos pais, no caso) com muito mais entendimento, e sem distanciamento. E essa humanização é ótima. Constrói profissionais melhores.

Os plantões são desumanos, mas não são a justificativa para um trabalho mal feito: deveriam ser revistos, então. Os salários estão defasados, e igualmente deveriam ser revistos.

Mas nada é desculpa para um profissional baixar seu nível. Até porque é uma profissão que não admite erros: se eu erro traduzindo, refaço. Se um médico erra, alguém morre. Ou sofre.
Então ele já deveria buscar essa área sabendo do alto nível de exigência.

E esse poder sobre a vida das pessoas sobe mesmo à cabeça dos novatos, isso é fato.

Enfim, vivam os bons médicos! Que eles tenham melhores condições de trabalho, porque realmente merecem ao escolher uma profissão tão nobre.

E fim às universidades capitalistas, que por somas altíssimas admitem qualquer um, e igualmente formam qualquer um, inundando o mercado com patricinhas e mauricinhos que buscam somente o status da posição.

Beijas.

Carol disse...

Concordo com a Thayse. É muito fácil falar mal de médico. Não é porque o médico é novo que o médico é ruim, isso é generalizar.

Não podemos nos esquecer que TODOS NÓS AQUI já fomos recém-formados, e que erramos nas nossas profissões também. Vai dizer que um médico não pode errar? Isso é o maior dos absurdos! São seres humanos e medicina não é uma ciência exata: vai lá toma remedinho e fica bom. Não mesmo, não é assim, e eles erram sim. Uns por incompetência, outros por uma azar da vida, assim como eu ou vc.

Enfim, não é só em hospital escola que tem recém-formado, são em todos os hospitais. Se você quer atendimento exclusivo, por um cara que tem 10 anos de formado, então procure seu médico particular, né?

Ou se está extremamente inatisfeito com os plantonistas daquele hospital das duas uma: ou não vai mais no hospital ou faça uma reclamação formal ao hospital.

Minha irmã é médica, meu tio é médico, meu cunhado é médico e todos os dias ouço histórias absurdas deles. Pacientes que ligam às 3h da manhã pra dizer que não fizeram cocô no dia anterior, ou que o filho ficou o dia inteiro com febre, mas que agora (3h da manhã) a febre continua, gente sem respeito pelo médico que trata os mesmos como se fossem seus empregados, sem respeito algum...

Este médico que te atendeu pelo que vc contou devia estar estressadissimo com todo o escarcéu que as madames armaram, né?

Enfim... médico é gente tb e se estressa também, o cara devia estra num mal dia. Esse foi grosseiro sim, mas bastava dar um toque nele, ou se não adiantasse reclamar no hospital e nunca mais voltar ali. Graças a Deus temos milhares de bons hospitais no RJ!

Thayse disse...

Concordo totalmente com o comentário da Carol aí em cima, não tenho nada a acrescentar! Reconheço que há muitos maus profissionais na minha classe, infelizmente, o que me deixa triste e indignada. Mas também há de se dar um desconto pra criatura, porque não se sabe se ele é mau profissional, mau preparado ou sem empatia nenhuma, ou se ele realmente está exausto de trabalhar por horas naquele inferno. Claro que o paciente fica indignado, e com razão, mas tem que tentar não levar tanto pro lado pessoal, se possível. Também sei que o post não foi pra mim em especial, mas a reação de um profissional sempre é de defender a sua classe. Médico é ser humano e erra sim, até porque a medicina não é uma ciência exata.

Espero que pra você não haja uma próxima vez, mas caso aconteça, tomara que você pegue outro plantonista mais simpático! Reconheço que esse passou um pouco dos limites. Sem querer entrar na parte de preconceito e tal, quando se lida com público, a gente sabe identificar quem tem um nível de esclarecimento maior, ou quem é de uma certa classe social. É mesmo irritante quando a gente tem que ouvir essas explicações mastigadas, como se a gente fosse retardada. Mas fazer o quê, a maioria dos pacientes não são assim, e acaba ficando meio automático mastigar tudo.

Jussara disse...

Oi, Elise,
Claro que sentimos sua falta. Que bom que voltou!

Sobre o post: sabe que não é um problema só de médicos novos ou residentes? Já precisei levar minha mãe e meu pai ao pronto-atendimento, em hospital particular, diga-se de passagem, onde os médicos não precisam atender a pessoas "pobres, semi-alfabetizadas, com dificuldades de compreensão". A anta do médico que atendeu minha mãe nem olhou pra nossa cara, juro! Eu tava junto o tempo todo, e sentado ele estava, sentado ele ficou e de cabeça baixa igual a uma toupeira. Uma verdadeira porta, um grosso, imbecil. Não era jovem, o hospital não tinha dúzias de pessoas pra serem atendidas. Acho que ele simplesmente não gosta da profissão que escolheu, não gosta de gente, não deve gostar nem dele.

Eu acho que alegar cansaço e estresse é uma desculpa, pq toda profissão cansa e gera estresse. Só pra citar um exemplo, um professor com 40 alunos adolescentes em sala de aula não dever ser nem um pouco fácil. Professores tb ganham mal e costumam trabalhar nos 3 turnos em condições mtas vezes precárias, com a violência batendo à porta, arriscando as próprias vidas.

Agora, se o cara optou por pegar mais plantões do que dá conta, problema dele. Paciente não é saco de pancada, ele que vá descontar o estresse e o cansaço dele na família, na mãe dele ou na esposa, o paciente não tem nada a ver com isso, ainda mais vcs que são pessoas de bem e educadas (e que tenho certeza que não conversam como semi-alfabetizados). Às vezes as pessoas confundem educação e gentileza com burrice e/ou falta de cultura. E mesmo que vcs fossem semi-alfabetizados ou completos analfabetos, mereciam tratamento melhor, com o mínimo de educação.

Ué, Thayse, vc não leu a Daniely falando que o hospital em questão não é hospital-escola? Pára com essa insistência em "pessoas pobres" , "classe social" e sem esclarecimento. Esse hospital não é assim. E mesmo que fosse, é obrigação mesmo do médico informar bem o paciente, seja ele estudado ou não; se for pessoa semi-alfabetizada ou analfabeta, aí que tem que explicar melhor ainda, "tudo mastigado" mesmo e qtas vezes forem necessárias, ela não tem culpa de não ter tido acesso à educação e merece ser tratada com educação e respeito, tanto quanto os outros "escolarizados". Mas infelizmente não é isso que a gente vê.

As pessoas que procuram um médico estão geralmente fragilizadas, com entes queridos doentes. Precisam ao menos ser tratadas como seres humanos que são, ao contrário de alguns médicos, que de médico têm apenas o título e estão bem longe da palavra "humano". Ser médico é mto mais do que ter um diploma de.

Desculpe o comentário enorme, Elise. Concordo com cada palavra que vc escreveu, e acho que até disse coisas com outras palavras, que vc já tinha dito.

Daniely Novo Kamaroff disse...

Sem nenhuma forma de deboche, queria MUITO que a classe de advogados fosse tão unida quanto é a de médico...

Juliana disse...

E sem querer ser chata, mas já sendo, os médicos são nossos empregados sim! Seja na rede pública ou privada quem paga seus respectivos salários somos nós.

Flá disse...

Oi, querida!!! Senti muita falta dos seus posts... Entrei todos os dias no blog para ver se você tinha voltado. Acho melhor não comentar esse seu post, não... Vai ser um comentário chato sobre a precariedade da saúde no Brasil. Você tem razão em vários pontos e eu mesma tenho ficado impressionada com vários recém formados despreparados em emergências e pronto atendimentos. Os salários aviltantes a que somos submetidos nos levam a trabalhar demais e a selecionar empregos melhores e as emergências acabam ficando com menos experientes mesmo. Veja bem, salário baixo não justifica atendimento ruim e falta de paciência!!! Sinto muito pela Memé e por vocês dois. Infelizmente, tem profissional que envergonha a classe. Beijo e seja bem vinda de volta!!!

Flá disse...

Após ler todos os comentários, tive que voltar... Amiga, você imaginou que esse post criaria tanta polêmica? Em primeiro lugar, muito obrigada pela parte que me toca. Ser reconhecida como boa profissional por você tem muito valor, embora, felizmente, não tenha precisado dos meus préstimos. Ah! Neonatal é tudo junto. E agora, vamos lá: ao contrário do que alguns pensam, a classe médica não é nem um pouco unida. Se fosse, a saúde não estaria do jeito que se encontra. Não somos "empregados" da população (nem no serviço público nem no privado), somos prestadores de serviço, o que é bem diferente. Esse tipo de pensamento tem levado ao desrespeito com que muitos colegas são tratados. Se por um lado devemos respeitar e compreender o paciente, ele também deve tratar o médico com respeito. Não comparem nossa profissão com nenhuma outra, pois lidamos com vidas e os erros podem ter repercussões irreparáveis. Nenhuma profissão é submetida a esse tipo de estresse (não estou quantificando e sim qualificando). Veja bem, quem é médico por vocação APRENDE A LIDAR com esse estresse. Quem me conhece sabe que eu estou longe de me considerar uma deusa do conhecimento e que me esforço diariamente para exercer uma medicina cada vez mais humanizada, pois como muitas de vocês já disseram, quando nos procuram é porque estão privadas de seu bem mais precioso, a saúde. Parabéns a todos os médicos que amam sua profissão não pelo status ou pelo salário (isso é coisa do passado). Parabéns àqueles que sacrificam sua vida pessoal para ajudar o próximo. E desculpem-nos por aqueles outros médicos que não são dignos do jaleco que vestem. Felizmente, eles não são a maioria. Beijos a todas
PS: desculpe pelo megacomentário, mas não consegui ficar quietinha.

Dani Claudino disse...

Adoro esses posts polêmicos!!!:-)
bj