quinta-feira, 30 de julho de 2009

BOICOTANDO O MERCADO EDITORIAL


O mercado editorial brasileiro é complicado.
Complicadíssimo!

Eu posso dizer de carteirinha, pq meu pai é escritor, e eu sei o quanto ele penou para publicar seus livros. E como escritores brasileiros NÃO VIVEM de escrever (tirando talvez 5% deles).

Eu mesma já tentei publicar diversas vezes - e fui descartada, em algumas vezes sem nem mesmo lerem meus manuscritos, tenho certeza.

Vc diria que brasileiros não compram muitos livros, que o mercado tem que priorizar os Best Sellers, e os autores conhecidos. E que é difícil vender num país de analfabetos. Ok. Concordo com tudo isso.

Mas, sei lá, então por que mais e mais livrarias surgem, e vivem abarrotadas? Eu acho que o mercado editorial NÃO CONFIA no potencial do público brasileiro.

E não estou falando dos pobres escritores nacionais, que recebem uma percentagem ridícula em cima de seus livros. Estou falando na pouca oferta que temos aqui.

Livros famosos lá fora demoram ANOS pra chegar aqui. E a maioria nem chega!

Eu acabei de comprar dois livros (em inglês) da série da Sookie, e vou ter de esperar 7 SEMANAS pra recebê-los! (ok, dei mole, comprei pela Saraiva; deveria ter recorrido à Amazon). Isso pq True Blood tá no auge, hein???

E as traduções.. pelamordasanta!!! Temos tradutores excepcionais, temos mesmo, mas outros... é um descaso com o original... as piadas se perdem, as referências se perdem, enfim....

Então eu tenho "boicotado" o mercado, rsrsr. Tenho lido mais e mais em inglês.
E aconselho a todos os que conseguirem, a fazer o mesmo: COMPRE NO ORIGINAL. Se todo mundo começar a comprar livros importados, quem sabe eles não começam a trazer mais livros bons, e não só Best Sellers de segunda????

Aí vc diz: fácil de falar, né, vc saca muito inglês, é tradutora...

Te digo que não. Primeiro engano: achar que só pq sou tradutora saco muito de inglês. Saco muito de INGLÊS TÉCNICO. E uma língua é uma coisa mutante, e infinita, e eu não sou nativa, nem moro lá. Me escapa um monte de coisas. Gírias, termos pouco usados...mas eu corro atrás.

Segundo engano: achar que tem que saber muito inglês pra começar a ler em inglês. É só treino, pombas, como tudo na vida. Eu aconselharia a qualquer um que soubesse as estruturas básicas da língua, a tentar. Comece com um livro bem simples, facinho. Se puder ser um que vc já leu, pra se familiarizar, melhor.

E perder palavras, no contexto geral, não faz a menor diferença, já dizia um brilhante professor meu, de linguística, na facul.

Tem jeito melhor de se aperfeiçoar numa língua do que prestando atenção a músicas? Lendo livros? Assistindo filmes e seriados? Não tem.

Mas voltando. Tente a experiência de ler no original, se vc nunca fez isso. É alucinante. Te abre um novo universo. Lembro que o primeiro livro-livro que li, foi Harry Potter. Já tinha lido o primeiro em português, e tentei ler em inglês.

Perdia passagens inteiras. Sublinhava as palavras que eu queria saber o que eram. No final do capítulo corria no dicionário.

Hoje, poucos anos depois, fui pegar o mesmo livro e fluiu que foi uma beleza. E agora, sempre que posso, compro o livro no original.

Tente, tente. Até pq, não saber inglês não é desculpa. Aliás, como assim, não saber inglês, né, peeps????????????? TEM QUE SABER. Sou categórica mesmo: tem que.

Pq inglês hj em dia é o mínimo. Está até ultrapassado (quem quer ter um plus no currículo vai aprender é mandarim, isso sim!).
Os sistemas são em inglês, os filmes, o mercado financeiro... sabendo inglês vc se comunica na maior parte do mundo. Não é "fraqueza" se render ao inglês. É nacionalismo besta não aprender por escolha.

Uma vez eu entrei numa discussão com uma professora, e no fim ela me deu razão. Ela dizia que os americanos dominavam o mundo através da linguagem, e que isso os fortalecia. E eu discordei. Acho que a difusão da lingua na verdade os enfraquece; sabe como? Simples: EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO A PESSOA FALA A PRÓPRIA LÍNGUA E MAIS O INGLÊS. Lá, eles falam inglês. O americano médio é bem bitolado. Ou seja - TODO MUNDO OS ENTENDE, MAS ELES NÃO ENTENDEM NINGUÉM. Vc pode imaginar como isso é um ponto negativo, numa guerra por exemplo?
Um cara grita uma ordem em inglês, todo mundo entende. O outro cara grita em árabe e... toma! Os americanos se fodem. Ou seja, acho que a linguagem difundida dilui dessa forma um pouco a superioridade deles...

Então é isso. Se jogue nos originais. Vale à pena. E assim vc não fica refém de só ler o que resolvem traduzir.
Palavra de anglófila, hehe.

22 comentários:

Mariana disse...

Oi Elise, eu adoro ler livros na língua original. Mas, como editora, tenho que discordar de você em alguns aspectos. Sem entrar no mérito da qualidade ou não das edições e traduções brasileiras, acho que o fato de mais pessoas comprarem edições na língua original não vai mudar em nada a situação. A quantidade ínfima de leitores (estamos falando de Brasil, não de Rio e São Paulo, é bom lembrar), as loucuras da economia,os desmandos do governo, o alto custo de qualquer empresa no Brasil, o dólar, etc. etc. etc. São infinitas as razões que justificam suas queixas. Claro que eu sei que vc não está generalizando nem sendo xiita, e que isso é blog, não uma artigo acadêmico, mas o mercado editorial brasileiro, com todos os problemas, está entre um dos mais respeitados do mundo, tem se profissionalizado imensamente e tá cheio de gente competente. Meter o malho é complicado, porque o buraco (sempre) é mais embaixo.
bjos

Lise Helena disse...

Gostei muito do post! E achei muito inteligente a sua colocação de que saber somente o inglês enfraquece os americanos. Eu nunca havia pensado nisso. E eu aprendi muito de inglês com músicas e com seriados de televisão, prestando atenção no som e associando com a legenda em português. Agora, para aprender mais, comprei três livros em inglês em um sebo e um deles é o Harry Potter. Coincidência. :-) Beijos.

Anônimo disse...

Adorei esse post, Elise!

Parabéns!!!!!!!!!!

Leio sempre o que vc escreve, mas poucas vezes comentei...

Só que desta vez não resisti, quis apoiar teu discurso, pois sou uma leitora voraz e não consigo achar graça numa pessoa que não lê...

Falta papo, conteúdo, vocabulário e até senso crítico nos menos interessados no assunto!

Que bom que blogueiras como vc inspiram e convidam à leitura, através de seus textos bem escritos e gostosos de ler!!

Beijo grande,

Drica

Ju disse...

É verdade, a qualidade dos livros que chegam aqui deixa a desejar. E as traduções também! O pior é que às vezes a gente nem sabe, porque a tradução é ruim mas não se pode comparar com o original.

Já tinha ouvido falar dessa amazon.com. Ela é boa mesmo? Tem mais alguma dica de site?!
bjos

Priscila B. disse...

tu sabe que em Londres era bem engraçado ver a cara emburradinha dos britânicos pq a gente entendia praticamente tudo que eles diziam e quando a gente queria fofocar sobre eles era só falar em português..nós super mal educados, né.. mas era engraçado, heheh..
ótimo post!
bjim!

Anônimo disse...

Realmente, não há nada como um livro no idioma original. E, tenho que concordar com vc, Elise, algumas traduções chegam a ser 'monstruosas'!
Parabéns pelo post!
Renata.

Miss Purple disse...

Fato!! Pior q eu tb tou tendo q pedir altos livros no original mesmo, pior q uns são tradução d portugal, traduções em inglês... é um inferno!

Anônimo disse...

Elise...
Não concordo muito, veja, aqui na España, americanos, ingleses, etc..
tem aos cubos! Eles acham que todos são obrigados a falar inglês, tanto q nem fazem questão de falar um palavra em español, não fazem questão de aprender, se acham superiores já que TODOS os estabelecimentos se adaptam ao inglês, eles não aprendem pq não querem e nem precisam!!! Todo mundo se adapta a língua deles...

Fodali disse...

Elise, concordo com alguns pontos do que voce falou... nada melhor do que ler no original, quando falamos o idioma em questao. Ainda assim, se estivermos um pouco desatualizadas, perdemos piadas, referencias culturais, etc. Mas e' melhor do que ler uma traducao porca. E 'e sempre uma boa oportundade de praticar.

Meu primeiro livro em ingles tambem foi Harry Potter... e foi um sofrimento! Hahahaha

Por outro lado, apesar de eu adorar idiomas e estar aprendendo meu terceiro, absolutamente NUNCA os usei profissionalmente. Tao la', no meu curriculo, e eu trabalhava em companhias internacionais no Brasil... e ainda assim meu ingles e italiano valiam tanto quando saber braile.

So agora que falar ingles se mostrou util, porque eu moro na Australia.

Ainda assim o fato de falarmos mais de uma lingua nao conta muito nao... muitos dos locais sao orgulhosos do fato de que nos estrangeiros temos que aprender a lingua deles e eles nao precisam saber "picas" de nenhuma outra (excuse my French)...

Acho triste isso. Aprender 'e exercitar o cerebro, literalmente.

Melhor pra gente, pois seremos velhotas poliglotas cercadas de anglo-saxoes esclerosados...

Desculpa ter escrito tanto, mas esse e' um assunto que me empolga!

bjao

Elise disse...

Peeps, como anglófila que sou, esse assunto tb me empolga, hehe!

Mari, sei bem que o negócio do mercado editorial brasileiro é beeeeem complicado. Escuto isso do meu pai desde muito cedo. Sei que é injusto para as trÊs partes (escritores, editoras e público).
Sinceramente, eu não sei apontar qual a solução...

Lise, ao mesmo tempo que Harry é bom pra começar, é um desafio. Veja: ele é muito britânico! Para uma metida a emricana como eu, foi uma luta. Mas me enriqueceu muito. Boa sorte!

Drica, obrigada! Espero sempre ter assuntos interessantes!

Ju, embora eu compre muito em sites estrangeiros (tipo Ebay), nunca comprei na amazon. Mas ouço muito bem!

Pri, é isso aí. a gente tem que ter algum poder sobre eles, não??? rsrsrs

Renata. Realmente, ainda mais como tradutora e amante da cultura americana, já peguei cada tradução... deveriam dar as traduções não a bons conhecedores da língua, e sim a bons conhecedores da cultura, acho.

Miss Purple - viva o original!!

Anônino, então. Vc só confirmou o que eu acho. Eles, em sua total arrogância e certeza de superioridade, e sua enorme preguiça que advém dela, nem se dão ao trabalho, pois todos se adaptam a eles. Afirmo que nem percebem o quanto isso os enfraquece, como cultura. Como disse a Pri acima - ficam como peixes fora d´água, quando outros povos falam...

Por agora, lhes dá essa falsa sensação de superioridade, saber que vão ser entendidos onde for. Mas já já cai a ficha de que são um povo sem nenhuma preservação cultural, já que sua sociedade, língua e o resto está acessível a todo mundo.

Fodali, é como eu disse acima - um povo que fala a própria língua e ainda outra, acaba por ser superior. Culturalmente e o resto tb!

Beijas a todas.

Elise disse...

Ah, outra coisa a favor dos originais, que esqueci de mencionar - são muito mais baratos!!!

É uma vergonha que um livro custe mais de 40 reais!!

Tenho comprado os do True Blood em inglês por R$20, na Saraiva mesmo. Enquanto o traduzido chega a quase R$50!!!

E lá fora, esses que chegam a 20 aqui custam 6, 8 dólares!!!

Ponto para os estrangeiros, que ainda por cima popularizam a leitura!Que inventaram o pocket!!

fátima disse...

concordo com você, inclusive quanto ao alto preço dos livros por aqui. se ler já não é um hábito p/ muitas pessoas, imagine o livro custando 50,00!!

quem é seu pai?

bj

Ice disse...

Concordo, concordo, concordo.

No início dá uma preguicinha mas depois vc se acostuma e lê tranquilamente...

Mensageiro do Blog do velhinho muito doido disse...

Oi, Elise, parabéns pelo seu blog e pelo artigo sobre o mercado editorial. Não se desespere, vc é muito jovem e um dia conseguirá editar seus livros, para sorte do futuros leitores.
Eu também, até mais que seu pai, que graças a Deus e ao talento dele já consegui editar os dele, estou há mais de 100 anos tentando: das duas três: ou sou muito ruim ou ruim são eles...A terceira é uma icógnita.
A Mariana disse que o mercado está se profissionalizando, o que sugere melhorando; mas, para mim, ele só estará realmente melhorado quando pararem de sugar o autor com 10% sobre suas obras. Isto quando a tiragem é realmente a declarada, porque dependendo da idoneidade da empresa, o miserável do autor não fica nem com 5%.
Por isto mesmo sou radical, vou morrer levando minha papelada. Conheço muita gente,e muitos riem muito e gostam dos meus textos, desde que foram crônicas barradas na época da censura. Sou jornalista, publicitário, músico, letrista, cronista, contista, botafoguense e o escambau que 60 anos de vida me permitiu fazer. E Ainda estou no
3º período de Letras/Inglês na Estácio do Rio. E se vc quiser ver meu nome bunitim, tá lá, nmo maior dicionário do mundo da língua Portuguesa, o Antonio Houaiss, na expediente Revisores. José Ocean...
Ou seja, como diz lá no meu Ceará, apesar de ter sido criado entre Rio/S.P./Serjipe,não sou pouca bosta não, sou um balai cheim.
Aliás, nem eu sei o que estou fazendo aqui! Já que não sou de ficar chafuradando na internet, blogs, orkuts e genéricos! Quem sou eu? adondeÉkitô? Acho que estou ficando avariado da idéia que nem meu personagem alter-ego.
A última coisa que me lembro é que estava criando o blog: www.blig.ig.com.br/oblogdovelhinho e bati com a cabeça em alguma ideia. Bj sucesso pra vc e pro paizão que vc não disse o nome. Ocean. Apareça lá no velhinho com sua experiência. É modesto, mas serás bem-vinda!

Elise disse...

Ah, sim.
Meu pai fez muito sucesso no final dos anos 80 e começo dos anos 90... o nome dele é Roméro Costa Machado, e ele escreveu um livro denúncia sobre a rede Globo - "Afundação Roberto Marinho".

Recentemente ele escreveu um livro excelente sobre a vida de Jesus, escrutinando umas falhas de tradução na bíblia. O livro se chama "A sociedade Secreta de Jesus".

Quem quiser mais infos sobre ele, é só jogar no google. O livro tem site, essas coisas.
Beijas.

Anônimo disse...

Elise, concordo totalmente com o que você disse, especialmente sobre o fato do aprendizado da língua ser derivado da prática. Uma atitude ridícula como simplesmente fica em frente à TV a cabo assistindo soap opera em inglês, depois de uns meses já faz uma diferença sensível na compreensão do idioma. Ler, então, é muitíssimo melhor, até porque, geralmente, os autores tendem a repetir as palavras empregadas, até os excelentes como Fitzgerald e Wilde fazem isso. Eu aprendi espanhol, por exemplo, lendo e indo atrás do que não entendia.
Beijoes.
Dani BE

Jussara disse...

Não lembro qual o primeiro livro que li em inglês, mas lembro que o primeiro livro-livro, como disse vc, rs, foi Dickens e fiquei encantada. Eu não sabia que os originais são mais baratos, que coisa (faz tempo que só compro livro usado). Realmente tem mta tradução ruim mas acho que é questão de editora. O difícil é saber, comprando pela internet, qual tradução é boa, mas acho que o preço sempre ajuda a identificar, pq as melhores são geralmente mais caras. Eu não gosto das edições de bolso, Elise, geralmente têm tradução ruim (as brasileiras).
Quanto ao inglês, tb acho que saber só inglês já está ultrapassado, acho que quem já sabe inglês deve partir pra outra língua. Sem falar que aprender línguas é sempre fascinante e enriquecedor. Isso de pessoas cuja língua mãe é o inglês acharem que não precisam aprender outra língua é de mta pobreza, mas tb detesto o fato d'os franceses não gostarem e não quererem falar inglês. Acho de uma ignorância sem fim, pra dizer o mínimo.

Fernanda Reali disse...

Como seeeempre, adorei o post. Com muito esforço, conigo ler em inglês, sempre com dicionário do lado. Acostumei a ler a revista da Opra na internet, o que dá bastante vocabulário de auto-ajuda. A gente fica conhecendo também muitos termos sobre dieta, divórcio, decoração.

É diferente do vocabulário que se aprende em cursos e que se usa para ler livros "sérios".

Recomendo que se comece com um livrinho pequeno como Our Town, um dicionário e um lápis. Depois, vai-se avançando para os mais complexos.

Bjs!

Carol Branco disse...

Adorei o post Elise, sou formada em inglês por curso particular e pela faculdade de Letras da Universidade Estadual de Londrina e mimimimi... não é do meu currículo que quero falar, entendo muito bem o Inglês, leio com muita facilidade, mas essa semana eu fui fazer um favor pra prima do meu marido que esta terminando a faculdfade de direito e não sabe bulhufas de inglês, sentei na frente do computador pra fazer o abstract da criatura e quase chorei, eu descobri quetô é mais que enferrujada, queria pular da janela! hahaha como eu pude deixar isso acontecer, sempre to lendo coisas em inglês, mas na hora de fazer a tradução da coisa deu branco...
É isso, tem que saber inglês sim, mas tem que estar sempre usando ele, senão enferruja! bjoo...adoro seu blog!

Renata disse...

Concordo super com vc, amiga. O primeiro livro que tentei ler em inglês foi Harry Potter e desisti, pq achei muito f*da...eu não sabia se eu não conhecia a palavra mesmo ou se era algum feitiço ou palavra inventada pela autora...aí cansei. Tentei outro sem palavras inventadas e deu mais certo: foi "the partner" do John Grisham. Eu li e até que foi mais tranquilo do que eu imaginava, mas demorei o dobro do tempo. E como leio super rápido, confesso que acabei desanimando...preciso treinar mais! rsrsrs!
beijos e bom final de semana, Re

Linda P. disse...

Poxa, super concordei com tudo que você falou. Muitas traduções acabam com as piadas e com outras coisas que são a "identidade" do livro. Adoro seu blog, e adoro as imagens que tu posta. Tem umas que são super! Onde você acha? Serião, eu pre-ci-so! Beijos fofis :*

Guiga disse...

Tá Phoda(com ph mesmo) hein Fia!?
Produção zero esses dias!
Rum bora trabalhar, não aguento mais essa matéria dos livros.kkkkkkkkkkkkkkkk
Bjs