segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ME ENTERREM EM NEW ORLEANS!




Eu gostaria de ser cremada; mas se fosse pra ser enterrada... ah... queria que fosse um funeral jazz, à la New Orleans! Muito legal e animado!

Antes que perguntem o porquê duma agnóstica fazer escolhas pro pós morte, explico, rs.

Não, pra mim não faz a menor diferença o que vai acontecer com meu corpo depois da morte. Como não sou religiosa e nem apegada, a ideia de apodrecer não me diz nada.
Maaaaas, pensando racionalmente, e se pudesse opinar, acho a CREMAÇÃO uma opção mais condizente com meu estilo de vida.

1) Primeiro que acho um absurdo ocupar espaço físico com restos mortais. Ficar empilhando corpo é das coisas mais sem noção da humanidade. Foi mal quem é religioso e quer ser enterrado; respeito. Mas não entra na minha cabeça.
Tanta gente precisando de terra, tanto espaço pra cultivar faltando... o mundo super lotado, e a gente reservando áreas inteiras pra... corpos. Pra mim a pessoa não tá ali, então erigir um monumento a ela no lugar de seus restos é weird e incompreesível. (adoro cemitérios, não me entenda mal. Adoro mesmo. Mas como arquitetura e monumento já existente. Não criaria mais nenhum novo no mundo)

2) O ideal pra mim é que meu corpo tivesse alguma utilidade: transplante, estudo científico, adubo... mas na impossibilidade dessas utilidades, acho a cremação mais higiênica e definitiva. Um amigo meu teve, infelizmente, que enterrar o pai. Depois de alguns anos, teve de passar pela dor da exumação, para no fim ter de cremá-lo mesmo assim. Ficar repetindo sofrimento? Na boa, me crema logo!

3) Funeral é legal. Dá à família uma chance de chorar a pessoa (faz parte e é necessário) e de se despedir. Inclusive gostaria que tocasse Santa Fé, do Bon Jovi no meu (isso se não for a banda de New Orleans, rs).
Mas depois, nada de ficar chorando em lápide. Nojento e de mau gosto. Cremou, acabou.

4) E a cinzas? Não tem nada que eu ache mais babaca e cafona do que pedir pra jogar as cinzas no mar, num jardim, guardar... mermão, que poético que nada.
É CINZA, refugo. Cremou, joga no LIXO.

5) Missa? Só quem pensaria em fazer missa pra mim seria, sei lá, minha família de sangue, que é razoavelmente católica e NÃO ME CONHECE. Minha família DE VERDADE sabe que eu odiaria.
Bom, vou estar morta e não posso opinar.
Mas já aviso - como não sou chegada a igreja, EU NÃO VOU! rsrsrs

Enfim. Pra mim, o mundo é dos vivos, não dos mortos. Quem quer que fique responsável pelo meu fim, que tenha o mínimo de trabalho, gasto e transtorno possível.
E continue logo com a própria vida.

9 comentários:

Hellen disse...

Não é por nada não...

Assino embaixo tudo o que vc falou. Até hoje só fui no enterro da minha mãe e porque, né, não dava para faltar.

Odeio enterro, odeio velório (gente se jogando em cima do corpo, gritando "me leva junto", tudo aquilo - acho um sadomasoquismo sem fim)...

Morreu, morreu. Nada de ficar revisitando e revivendo a dor. É bola pra frente, sentir saudades com carinho e pronto.

Renata disse...

Caraca, Dani e Elise almas gêmeas. Esse argumento número 1 o Dani defende com unhas e dentes...rs!
E eu tb super concordo com todo o resto.
beijos

Andréa disse...

Eu tbm quero a cremação.
Mas se possível,me joguem no mar,não que eu adore o mar,mas é melhor do que ficar na estante,num pote cafona.
Lembra a cena de Entrando numa fria?
Vai que alguém me acerta a rolha do champagne,pelo amor.
E sem missa de sétimo dia,porque na boa,se tocar forro na minha missa,eu volto pra atormentar o responsável.
Somos duas loucas.hehehehehe
Beijas.

Daniely Novo Kamaroff disse...

Quem dera que fosse tão fácil e simples assim como vc está falando filé...quem dera...
QUE MANÉ JOGAR AS CINZAS NO LIXO??? COMEU COCÔ???
Eu jogaria as suas na porta da Zara...ahahahahhahaha

Renata disse...

Outro dia aconteceu isso no metrô. Juro: o cara tava laaa do outro lado do vagão e eu OUVI a bufa! Virei (eu e mais uns 20 né!) pra ver o que era aquilo e vi a infeliz que tava do lado do podrão esculhambando o sujeito! Faltou bater nele xingando no jeito mais inglês de se xingar - educadamente mas humilhantemente! E o autor da bufa o que fez? Nem se abalou, se acabou de tanto rir, isso sim - safado!! O cheiro era bem desses que nem você falou, dava até ânsia! E o cara nem era indiano nem nada (tá, vou ser politicamente incorreta), porque é super comum eles exalarem curry de manhã cedo a ponto de eu preferir ficar em pé no metro/onibus do que sentar do lado deles!

Licele Faial disse...

Nossa! Achei esse funeral tão barulhento... Nem vi o vídeo todo pq tava ficando tonta.
Quando eu morrer, eu quero um funeral mais silencioso. Com musiquinha de fundo, claro, pq não quero ninguém com cara de enterro! ;]

E prefiro ser cremada tbm e que façam com minhas cinzas o que quiserem. Não vai mais fazer diferença mesmo...

Anônimo disse...

Ai, Elise, que post bizarro...
Tá que é a única certeza que temos, MAS prefiro não pensar nisso...
BEIJAS!
Rê.

Maria disse...

Pois eu quero ser cremada. Uma criatura cheirosa como eu que usa Chanel nº5 não pode feder pela eternidade!

Anônimo disse...

Cara, achei foda! Se é que dá para achar um velório foda, mas esse som é demais. E também corta todo aquele clima de "me leva junto" bem lembrado acima.
Eu queria muito conhecer NOrleans, não sou fanática por USA como vc. mas é um lugar que me atrai horrores.
Sabe que eu me lembrei muito do meu pai, falecido há um ano? Foi cremado ao som de música flamenca, que ele amava, e as cinzas depositadas aos pés de um jacarandá (adubo). Acabou, ficou só a memória. E a vida segue.
Beijos, Cris Yumi