sábado, 7 de agosto de 2010

NO TEATRO - A MISSÃO


Só chegar ao teatro já foi uma novela.

Tínhamos parado num bistrô ao lado do Municipal (Bistrô Villarino), pra comer alguma coisa e fazer hora antes do espetáculo.
Resolvemos beber um vinho. Só que eu não tinha jantado.
Acabamos comendo o carpaccio de salmão mais caro (e delicioso) ever, e uma meia garrafa de um branco chileno pra acompanhar.

Apesar disso, nossa distração pré-teatro perdeu boa parte da conotação romântica:
na mesa atrás de nós, um grupo saído do trabalho conversava. 4 caras e uma mulher. Colegas de trabalho, ninguém com ninguém. Ninguém de mão dada. Papos de trabalho.

Mas a mulher não parava de ALISAR a perna do cara, com a própria perna, sem sapato, por baixo da mesa.
Ninguém percebia a manobra dos dois, só a gente.
E mais especificamente o B, que não conseguia concentrar em nada do que eu falava, rsrs. Ele até reclamou brincando que eu nunca tinha feito isso com ele.
Eu rebati dizendo que a graça da parada era ser escondido, e com a gente não funcionaria. Mas que se ele parasse de prestar atenção na outra mesa, que eu até tirava  a PORRA DO SAPATO e esfregava o pé nele até... rsrsr

Pois bem.
Nem preciso dizer que apesar de ter tomado pouco mais de uma taça, eu saí trocando as pernas, né?
Aí perguntamos onde era o tal teatro. Um guardador falou que era "logo ali". Eu não levei fé, e queria um táxi, porque estava mesmo bamba. O B, típico exemplar da espécie masculina, mandou aquela "nãããão, é logo ali na esquina...".
Não era. rs

Já dentro do teatro.
Estou toda pimpona sentada no meu lugar esperando começar, comendo jujubas, quando de repente...
PAM-PAM!
Deram uma porrada nas costas da minha cadeira.
Era o "lanterninha" apontando meu lugar pra outro casal.

Eu virei bem mau humorada (odeio que batam na minha cadeira. Odeio que batam na minhas costas. Odeio que duvidem do meu assento, rs) e ele avisava ao outro casal que eu estava no lugar de um deles.
Pedi os ingressos ao B e entreguei sem dizer uma palavra.
Ele olhou, viu que meu lugar estava certo e começou "a bilheteria deve ter vendido duplicado...". Mas aí ele reparou que os ingressos do outro casal eram pra OUTRO DIA, e que eles estavam no dia errado.
Ele já ia sair sem dizer nada, quando eu (que ainda estava meio beba) não me aguentei:

- Ei, eu SUPER odeio que batam na minha cadeira, sabe????

Ele ficou todo sem jeito e pediu desculpas. Porra! Confusões acontecem, normal; precisava ter sido grosseiro e quase ter me arremessado da cadeira antes??!!

Depois disso, tirando o fato de que eu SEMPRE dou a sorte de sentar na frente de um CHUTADOR, a dança foi bem legal.
Nada assim óóóó, mas ok. Divertido.

A peça acaba, e descobrimos que está caindo o mundo de chuva no Rio de Janeiro. E nosso carro estacionado do outro lado da cidade.
Todo mundo se estapeando por um táxi, a gente sem guarda-chuva.... o B pediu pra eu ficar embaixo da marquise e foi pro meio da rua tentar parar um.
10 minutos e nada.
15 minutos e nada.

Quando já começava a achar que ele tinha me abandonado por lá, surge ele num táxi.
Molhado feito um pinto!

Perguntei o porquê da demora, e ele fala, sem entender:

- Pô, não sei o que houve... como tinha muita gente aqui na frente, fui andando pra tentar pegar mais pra frente. Passaram vários e nenhum parou pra mim! Inclusive um passou por mim e parou pra um casal logo na frente..

A gente ficou brincando, e eu dizendo que ele deveria estar com cara de marginal (NOT!), quando o nosso taxista não se aguentou:

- É a jaqueta preta.

A gente ficou naquela "hein?".

- É a jaqueta preta, essa impermeável que você tá usando. O cara passa, te vê com essa jaqueta meio militar preta, sozinho.... desconfia... eu mesmo quase não parei...

A gente caiu na risada!
Imagina - B, o meliante perigoso!!!! hahahah
A noite foi divertida ;)

7 comentários:

Silvia Maria disse...

Escreva um livro. E me convide para o lançamento. Eu vou!
Beijocas

Licele Faial disse...

E agora essa... eu não sabia que bandido tinha uniforme! hahaha

E quanto ao lanterninha, abstrai, sweetie. Eles são todos insuportáveis.
Uma vez eu fui à estreia de nem sei qual filme, fiquei um século na fila pra pegar um lugar bom e comprei uma garrafa de refrigerante. Acredita q o filhadaputa do lanterninha me fez ficar do lado de fora até colocar todo o refri num copo pq não podia entrar com garrafa?! E toooodo mundo passando por mim..
ódio mortal de lanterninhas!
Eles sempre acham que são muito mais importantes do que são de verdade.
Agora eu coloco a garrafa dentro da bolsa, mas já ouvi um boato de que às vezes eles pedem pra gente abrir a bolsa! (!!!)
Eu posso com isso??

ni disse...

tbm tenho PAVOR de q me chutem a cadeira, por isso q no cinema eu quase sempre sento na última fileira. só q isso tem um efeito colateral: o fundão é onde fica o pessoal mais mal educado que fala alto e conversa o filme todo. mas eu prefiro isso do que o chute na cadeira, acho o cúmulo da cara de pau esses FILHOS DA PUT& que acham que compraram dois ingressos, o da cadeira deles e o da sua! Pior que se for pra trás deles chutar eles tbm nao vao gostar!

Laísa disse...

Ai Elise!!

Hj um dia Péééssimo, quase uma semana sem entrar aqui, qnd entro é pra me divertir 'a vera'!
Muuuuuito obrigada pelas risadas! tava precisando meeesmo!

beijas!

Claudio Barretto disse...

Opaa!!! Um minuto por favor. A graça da jogada com os pés não é por ser escondido, mas por ser inesperado. Mesmo com seu parceiro de 60 anos de convivência uma brincadeirinha dessas fica legal.
Mulherada, abusem - menos ritual e mais sacanagem.
No meu dia desse mesmo espetáculo o lanterninha perguntou pra mulher: "Fila F? De fofinha?" O detalhe macabro é que a mulher digamos... não tava no seu melhor shape. Não teve jeito, fomos obrigados a rir daquele momento.

Camila Monteiro disse...

Huauhauhauahuaha, muito bom!!!!

Isadhora disse...

Devo confessar que sao 23:53 no momento, vim ler alguns blogs na cama, pra ver se pegava no sono...
Lendo o seu, está dificil..

Ainda bem que amanha é feriado!
:o)